História da Joana Maluca
Joana Gramata nasceu em 28 de Novembro de 1788, o seu nome verdadeiro era Joana Rosa de Jesus. Era filha de António Fernandes Cardoso e de Luíza Francisca Gramata. Os seus avós paternos eram, Manuel Fernandes Cardoso e Thomásia Francisca da Gafanha, avós maternos Thomé Francisco Gramata e Luíza Rodrigues Espinheiro.
Foi baptizada no dia 7 de Setembro.
Foi casada com José Domingos da Graça, a quem por alcunha chamavam “ O maluco”. Ainda hoje existem muitos Domingos da Graça.
Era uma mulher robusta, bastante barbada, ingénua e boa, tinha o feliz condão de atrair respeitos e considerações de homens ilustres.
Era uma fumadora assumida, nunca em casa lhe faltavam ofertas de charutos que ela saboreava de olhos arregalados. Gostava muito de cantar. Vivia feliz, acarinhada pelo marido e filhos, acarinhada pelos vizinhos e considerada gente fina. A sua casa chegou a ser a mais abastada do lugar.
Ficou viúva 2 vezes, o seu segundo marido era António dos Santos Pata teve 2 filhas gémeas, os 9 filhos que teve eram do primeiro marido.
Para deixar um bom futuro aos filhos, ia cultivando terrenos de areia que convertia em terras de pão. Desde então os filhos eram pretendidos para casar pelos mais abastados das redondezas.
Em 1848 no meio da sua horta, manda construir a capela para cumprir os preceitos da igreja e outras devoções particulares. A primeira capela devia medir uns 5 metros de comprimento e no altar-mor tinha a imagem da Nª Senhora da Encarnação com 47cm de altura.
O povo cresce, a capela torna – se insuficiente e por isso em 1877 é ampliada para uns 11 ou 12 metros, é construída a torre onde são colocados 2 sinos.